Malta

Às 9 horas em ponto (hora local), o avião aterrou em Malta, aquela ilha pequena no meio do mar Mediterrâneo.

O empolgamento da malta foi tal, que mal se fez sentir as rodas do avião no solo, todos se levantaram, a modos de não perder tempo, tratando já de carregar as malas e prontos a sair, não era caricato, se o avião ainda estivesse em andamento.

Aviso do piloto fez restabelecer a ordem, ordenando que caso não se sentassem, não saiam.

Dito e feito, tudo ordenadamente, com algum custo é certo, se sentaram, a ânsia de tocar em terra maltês era muita, e nós já não pensávamos noutra coisa.

Finalmente, solo maltês! Sorriso na cara, sentiu-se o calor que já se previa.

Logo nos deparamos com uma espécie de senhora sinaleira, que não estava ali para parar os carros, mas sim os peões. Uma multidão de pessoas foi mandada parar, para não interferir na rota de um veículo de ligeiros que ia a passar. Não vá o senhor ver mal, mais vale fazer parar os peões. Serviu de alerta para condução impulsiva própria dos malteses.

Chegado ao autocarro, o X2 que estava na estação carregado de pessoas, tudo apertadinho até não caber mais ninguém, decidimos ir no próximo, que não tardou a aparecer.

Aí sentamo-nos perto de condutor e começamos a conhecer o humor característico dos malteses. O condutor do nosso autocarro falava entertidamente com um empregado, e outro que ia a passar, chamaram-lhe gay, no qual este ficou muito ofendido e se afastou. Prontos para arrancar, entram dois jovens espanhóis, e qual foi a primeira pergunta do motorista, dirigida a esses jovens quando soube que estes eram espanhóis?

-São toureiros?!

Com esta entrada estava descrita o carisma dos motoristas, com o seu sentido de humor muito próprio.

-Entre por trás. – Dizia um ao passageiro,em Gozo, com o autocarro lotado.

-Quero comprar bilhete- Dizia este.

-Entre por trás. – Insistia o motorista.

-Quero pagar bilhete. – Continuava o turista, convicto do que queria fazer.

Este fez um gesto com o braço e mandou-o subir. Convenceu-o com a insistência, a cobrar o bilhete ao turista.

O autocarro ia lotado, mas não era impedimento para uma conversa, com o senhor que estava a calcetar o passeio das estrada, comunicando no seu dialecto. A descontração era admirável. Afinal estávamos de férias, com um calor que não se podia, e o autocarro super lotado, mas com ar-condicionado. Que sempre que lá se entrava feito bela adormecida, adormecia.

No programa  Endereço Desconhecido, Tiago Salazar leu, umas das notas de viagem sobre Malta, de Eça de Queirós:

“Todo aquele mundo pitoresco e barbaro nos voltava à memoria e evocava-nos Malta povoada por cavaleiros brancos, trazendo a cruz vermelha no peito, altivos, brutais, exilados ali como num clausto feroz e espalhando-se pela cidade aos grupos, ou sobre as fortificações espreitando no horizonte uma brancura de vela turca.”

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