Viajante

(…), experimentou, ao chegar a Waldzell, uma alegria em voltar a ver o seu país como nunca anteriormente tinha acontecido. Estava tentado a crer que esta Waldzell era não somente a sua pátria e o sítio mais belo do Mundo, mas que entretanto se tornara mais encantadora e mais interessante, ou que ele próprio trouxera da sua viagem uns olhos novos que sabiam ver melhor. (…) aquele sentimento de receptividade reforçada, de compreensão acrescida e grata do viajante que regressa a casa, que viu terras, cujo o espírito amadureceu e está avisado.

— Parece-me — disse ao seu amigo (…) — que passei todos os meus anos aqui a dormir, feliz certamente, mas como que privado de consciência, e que acordei agora e vejo tudo confirmar nitidamente e claramente a sua realidade. Como dois anos no estrangeiro podem tornar clarividente uma pessoa.

Hermann Hesse,  O jogo das Contas de Vidro

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